1937 foi o último ano dos poderosos Mercedes e Auto Unions. Eram carros grandes, inadequados a Mônaco, que tinham que ser jogados pra lá e pra cá por seus bravos pilotos. Os Alfa Romeo e Maseratis lutavam para se manter no páreo. A fila da frente tinha os Mercedes de Rudolph Caracciola e Manfred Von Brauchitsch e o Auto Union de Bernd Rosemeyer.
No início, Caracciola liderou seguido por Von Brauchitsch, Rosemeyer e Stuck. O Auto Union de Hasse saiu do túnel em alta velocidade e bateu. Foi socorrido pela ambulância, sem ferimentos graves. Os Mercedes de Caracciola e Von Brauchitsch abriram 15 segundos sobre Rosemeyer. O piloto da Auto Union emparelhou, mas a direção quebrou na volta 19e se chocou com os sacos de areia na curva Gasworks. Von Brauchitsch que vinha derrapando o Mercedes na pista bateu o recorde da volta tentando alcançar seu parceiro de equipe.
Depois dos pit-stops, começou uma disputa entre os dois pilotos da Mercedes. O diretor de equipe Neubauer dava sinais furiosos para Von Brauchitsch deixar Caracciola passar, e o prussiano respondeu mostrando a língua. Na volta 80, Von Brauchitsch finalmente deixou Caracciola passar pois sabia que Rudolph havia destruído os pneus e faria outro pit-stop.
Rosemeyer deu um último golpe, ultrapassando Farina na volta 86 e Zehender na volta 96, terminando em quarto. Embora Von Brauchitsch tenha desobedecido às ordens, Caracciola não reclamou. O chefe da equipe, neubauer,foi quem não ficou tão satisfeito.
*Transcrição das legendas do DVD ‘História do GP de Mônaco’.
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