GP Itália 1970, morte no treino de sábado

A temporada de 1970 foi trágica para a Fórmula 1. Já tinham morrido Bruce McLaren e Piers Courage e agora, nos treinos de sábado para a 10ª etapa do mundial, o GP da Itália, morre Jochen Rindt.

Rindt era companheiro de Emerson Fittipaldi na Lotus e foi seu primeiro mentor. Conforme Emerson conta no final do capítulo 9 e início do capítulo 10 da sua biografia, Uma Vida em Alta velocidade, a Lotus estrearia seu modelo 72 em Monza. Na 6ª feira Colin Chapman incumbiu Emerson de “amaciar” o carro de Jochen Rindt, mas ele acabou sofrendo um acidente na Parabólica e destruiu o carro. No sábado então Rindt ficou com o outro carro novo e Emerson teve que treinar com o carro velho. Um problema mecânico ocasionou o acidente nesse outro carro novo que originalmente seria de Emerson. Leia a íntegra da sua história:

“A Lotus que Jochen Rindt estava dirigindo era um dos carros mais sofisticados da prova. Tinha um sistema de freios que dependia das barras de suspensão. Ele deve ter freado com tanta força, ao entrar naquela última curva, que uma das barras quebrou. Com apenas três rodas freando, o carro carro rodou e bateu no guard-rail. Jochen não devia estar usando a parte do cinto que segura as pernas, pois com a força da batida ele escorregou para a frente. A compressão do cinto de segurança fez com que ele quebrasse o pescoço.”

GP Itália 1970, acidente Jochen Rindt - SS by Romário Jr.

Rindt foi resgatado com vida, mas faleceu pouco depois de chegar ao hospital.

Acidente Jochen Rindt GP Itália 1970

 

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6 Respostas

  1. Muito interessante as histórias que li no seu blog. Parabéns
    Abraços

  2. Muito obrigado! Muitas outras estão por vir😀

  3. O único campeão a titulo postumo.
    Como estavamos na época das experiencias do ailerons na F1, acho que o acidente de Rindt teve a haver com isso. Julgo que ele pediu para remover os ailerons para obter mais velocidade de ponta e ouve uma falha que provocou o acidente e consequentemente a sua morte.
    Na entrada da Parabólica, J. Rindt trava, o Lotus 72C guina e descontrola-se, indo chocar de frente contra os rails. J. Rindt sofreu múltiplos ferimentos. A operação de resgate foi desastrosa: não havia helicóptero para o transportar para o hospital, foi levado para o hospital de Milão em vez do hospital de Monza que era mais perto. Jochen Rindt faleceu na ambulância, embora oficialmente seja mencionado que faleceu na mesa de observações do hospital. J. Rindt sofreu ruptura da traqueia, perfuração do tórax, pernas e braços partidos. A investigação durou sete anos, chegando à conclusão que a quebra do veio do travão foi a causa do acidente.

    Cumprimentos

  4. Só mais um pormenor, Emerson Fittipaldi iria realizar nesse GP, a sua quarta corrida na F1 e ia guiar pela primeira vez o Lotus 72C. Nos três anteriores GP’s utilizou o Lotus 49C.
    A Lotus já não participou no GP de Italia em sinal de respeito por Rindt e não participou no GP seguinte (Canada) ainda por causa da morte do austriaco.
    Então só foi no GP dos EUA que Fittipaldi conduziu o Lotus 72C pela primeira vez… e com sucesso. Venceu a prova americana. A Lotus vencia logo na primeira prova em que voltava participar após a morte de Rindt.

  5. Muito obrigado pelo excelente complemento, José!

  6. D+ essas estórias da F1…

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